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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Em 54 dias de greve, policiais civis de Goiás deixaram de registrar 67 mil ocorrências


Reprodução / TV Record Brasília
A greve da Polícia Civil de Goiás completa nesta segunda-feira (11) 54 dias. Apesar de o serviço ser essencial, as negociações não avançam e isso afeta os municípios do Entorno do DF, uma das regiões mais violentas do País. Por conta da paralisação, 67 mil ocorrências deixaram de ser registradas. 

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Goiás, Silveira Alves, disse que pelo menos 1.200 casos deixam de ser registrados todos os dias nas delegacias. Existem 40 mil mandados de busca, apreensão e prisão que não foram cumpridos e 70 mil inquéritos que estão parados no estado de Goiás. 

— Estamos pedindo reajuste salarial e bônus baseado nos resultados dos serviços. Até o momento, o governo não sinalizou que atenderá nossas reivindicações e vamos pressioná-lo até que tudo seja resolvido. 
Alves explicou que em 2012, quando a greve chegou aos 70 dias, houve promessa em conceder o piso salarial pretendido pela categoria e que houve um comprometimento, até mesmo por exigência do próprio estado, de estabelecer os bônus por resultado, ou seja, a gratificação por produtividade que é paga somente aos delegados desde junho do ano passado. 

— Estamos em greve porque o governo elaborou um projeto e fez toda uma avaliação, inclusive com impacto financeiro na folha, e falou que não vai reajustar o salário. São 67 mil ocorrências que deixaram de ser registradas, ou seja, 67 mil crimes aconteceram porque não houve prevenção nem ostensividade para proteger a sociedade.

Paralisação em 100% das atividades  
Na última sexta-feira (8) a categoria se reuniu em assembleia para definir os rumos das paralisações e ficou decidido que intercaladamente, ou seja, dia sim e dia não, os serviços serão paralisados em 100%.

O presidente do sindicato explicou que nos dias em que os trabalhos não estiverem totalmente parados, apenas 30% do efetivo atenderá a população, conforme determina a lei, o que prejudicará o registro de ocorrências.

— Ficará a cargo dos delegados que não estão em greve de fazer os 30% ou os 100%, se assim quiserem. Enquanto o governo não nos atender, não vamos ceder e a paralisação continuará. Inclusive vamos mover ação judicial contra o estado porque estão cortando o ponto dos policiais grevistas e a greve é um direito reconhecido por súmula do próprio Supremo Tribunal Federal.

Intervenção no Caldas Country
A categoria também decidiu durante a assembleia que se o governo não se posicionar com o atendimento satisfatório das pautas de reivindicações, os policias civis farão uma mega operação no dia 14 de novembro para impedir a realização do Caldas Country, o segundo maior evento sertanejo do País.

— Vamos enviar pelo menos 1000 policiais para a cidade e faremos uma mega operação, um pente fino geral em todas as entradas da cidade, para impedir a realização do evento. Vamos mostrar para o governo que não vamos aceitar a posição de que não haverá o reajuste salarial, aumentando os salários para R$ 7.250. 

Para evitar que isso aconteça, Alves garantiu que a única exigência é a negociação prática com o Estado.
— Deixamos claro que só queremos cobrar o que é nosso direito. Se o governo pagar os 41% de inflação de vida, fizer a correção monetária e nos dar o mesmo tratamento que é dado aos delegados, suspenderemos a greve. Caso contrário, ela continuará por muito mais tempo e pelo tempo que for necessário.

Os funcionários do IML (Instituto Médico Legal) também devem aderir ao movimento. Segundo os moradores do Entorno do DF, a violência na região aumentou e o atendimento a população ficou ainda pior.  
Seis cidades do Entorno do Distrito Federal estão entre os 90 municípios mais violentos do Brasil, de acordo com o Mapa da Violência 2013 - Homicídios e Juventude no Brasil, divulgado pelo professor Julio Jacobo Waiselfisz, da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais.

Todas as cidades do Entorno que aparecem na lista são do Estado de Goiás. A mais violenta delas é Luziânia, que ocupa a 21ª colocação do ranking, seguida por Valparaíso de Goiás (40ª), Santo Antônio do Descoberto (68ª), Águas Lindas de Goiás (70ª), Cristalina (74ª) e Cidade Ocidental (90ª).

O estudo faz o ranking dos municípios mais violentos de acordo com o índice de homicídios cometidos a cada 100 mil habitantes, considerando a população do local até o ano de 2011.

Um dos casos que chocou uma das cidades da região do Entorno do DF foi a morte da jovem Indayana de Sousa Leite, de 16 anos, que desapareceu em de junho no Jardim ABC, próximo a Cidade Ocidental (GO). O corpo apresentava sinais de estupro e teve a cabeça esfacelada a pauladas, de acordo com informações da polícia.

Do R7, com a TV Record Brasília

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