O novo estádio do Palmeiras é mais confortável, mais versátil e custou quase a metade do que o Itaquerão, do Corinthians. A melhor notícia, não tem dinheiro público envolvido… - DF Urgente

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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

O novo estádio do Palmeiras é mais confortável, mais versátil e custou quase a metade do que o Itaquerão, do Corinthians. A melhor notícia, não tem dinheiro público envolvido…

Finalmente o Palmeiras inaugurará seu novo estádio amanhã. É a última arena moderna erguida no País neste ano de Copa do Mundo. Um absurdo de modernidade, comparado ao primeiro campo do antigo Parque Antárctica em 1922. E como não poderia deixar de ser, devido à rivalidade, a ressurreição do Palestra Itália está sendo comparada ao Itaquerão, do Corinthians. E há diferenças enormes.
A mais significativa está no uso de dinheiro privado. O Palmeiras não se beneficiou do dinheiro público, que jorrou fácil para o Mundial. Não teve acesso a incentivo fiscal especial e juros abaixo do mercado para a Copa. Ao contrário do estádio corintiano de mais de R$ 1,1 bilhão. Esse dinheiro deverá ser pago pelo Corinthians em 161 meses, 13 anos para quitar sua dívida com a Odebrecht. A arrecadação dos jogos no Itaquerão vai para um fundo imobiliário que administra a dívida do clube. E em junho de 2015 a primeira parcela deverá ser paga: R$ 100 milhões. Há sérias dúvidas se o dinheiro das rendas atingirá esse patamar.
A WTorre investiu R$ 660 milhões no estádio para 43 mil pessoas. O clube não pagará nada. A construtora usufruirá dos maiores lucros por 30 anos. Mas o Palmeiras terá direito à bilheteria dos jogos. 20% do aluguel do estádio para para shows. Mas o percentual vai aumentando progressivamente com o passar dos anos. Há a pendência na justiça por 35 mil cadeiras. Os camarotes são da construtora.
Já houve a venda do naming rights. São R$ 300 milhões por 20 anos. 80% desse dinheiro é da construtora. Ao Palmeiras sobrará 20%. Mas que também crescerá paulatinamente, ano a ano. O Palmeiras receberá R$ 750 mil nos três primeiros anos. R$ 1,5 milhão do quarto ao oitavo ano. R$ 2,250 milhões do nono ao 13 ano. R$ 3 milhões do 14º ao 18º ano. E finalmente R$ 3.750 milhões nos dois últimos anos. O contrato poderá ser renovado se a Allianz quiser. Por mais dez anos. E a proporção continuará a mesma: 80% a 20%.
Quando o anúncio foi feito, no ano passado, houve até uma discreta comemoração no Parque São Jorge. Os valores eram muito inferiores ao que o Corinthians deveria conseguir. O ex-presidente Andrés Sanchez falava desde 2011 em R$ 400 milhões por dez anos para o Itaquerão. A Emirates era a empresa mais mencionadas. O clube chegou a gastar R$ 350 mil em viagens de Andrés e outras pessoas ligadas ao Corinthians. Foram para a Arábia, China, Estados Unidos, Europa. E nada.


O pior é que, com o passar dos anos, Itaquerão já se firmou como nome do estádio. Como Mineirão, Morumbi, Maracanã. Está cada vez mais inviável qualquer negociação com o Exterior.
Em compensação, uma grande derrota da Allianz. A empresa europeia de seguros acreditou que todos os veículos de comunicação citariam o seu nome ao se referir ao novo estádio. Só que a dona do direito de transmissão no Brasil, a Globo, já decidiu que, daqui para a frente, será Arena Palmeiras. O que é um golpe com efeito colateral no próprio Itaquerão. Atrapalha ainda mais a complicadíssima venda do nome do estádio.
O acesso é uma grande vantagem dos palmeirenses. O estádio fica na zona Oeste da Capital Paulista, na Água Branca. Perto do centro da capital. Fica mais perto o acesso de qualquer ponto da cidade. Há metrô e inúmeros ônibus por perto. Além da marginal Tietê. Itaquera fica distante do centro de São Paulo, no extremo da Zona Leste. Embora tenha metrô, as opções de ônibus são mais escassas.
Isso reflete nos shows. Não há nenhum de grande porte programado para o Itaquerão. Aliás, desde a sua abertura, não recebeu nenhum. O estádio do Palmeiras terá o de Paul MacCartney nos dias 25 e 26 deste mês. Rolling Stones já estão confirmados em 2015. Uma das maiores empresas de espetáculos do mundo, a EAG administrará os eventos. Bon Jovi, Beyoncé, Madonna e muitos outros artistas fazem parte do seu cardápio. O lucro de cada show deverá chegar a R$ 2 milhões.
O grande questionamento é no alvará do novo estádio palmeirense. Nele consta reforma. As taxas ficaram mais baratas. A WTorre só deixou um lance do antigo Palestra Itália. Foi pura hipocrisia, esperteza. Porque foi construída nova arena.
O portal espanhol El Gol Digital pediu a arquitetos renomados do mundo todo que escolhessem as fachadas dos estádios mais bonitos do mundo. A avaliação chegou a apenas dez. O do Palmeiras foi o eleito como o mais espetacular de todos. O Itaquerão ficou em oitavo. Aqui a lista divulgada no ano passado.

1 - Allianz Parque, do Palmeiras - São Paulo, Brasil
2 - Stade Velodrome, do Olympique Marseille - Marselha, França
3 - Stade des Lumières, do Lyon - Lyon, França
4 - Nou Mestalla, do Valencia - Valência, Espanha
5 - Beira-Rio, do Inter - Porto Alegre, Brasil
6 - Stadion Spartak, do Spartak Moscou - Moscou, Rússia
7- Arena Pantanal, de propriedade estatal - Cuiabá, Brasil
8 - Arena Corinthians, do Corinthians - São Paulo, Brasil
9 - CSKA Moscou Stadium, do CSKA - Moscou, Rússia
10 - Vodafone Arena, do Besiktas - Istambul, Turquia
As diferenças entre os dois estádios são grandes. A capacidade do estádio palmeirense será de 43 mil pessoas. Para amanhã, foram liberados 39 mil lugares. O Itaquerão comporta 48 mil torcedores. Mas a arena que será inaugurada amanhã terá todos os seus lugares cobertos. Nem na Copa do Mundo, o Corinthians conseguiu oferecer esse conforto.
Outra diferença gritante: o preço de cada assento dos palmeirenses é de R$ 12 mil. O dos corintianos chega a R$ 23 mil. Esses números são a divisão do que foi gasto para a construção dos estádios pelo número de lugares. Logo se percebe que o do Corinthians saiu por quase o dobro do seu rival.
O tamanho do gramado também é diferente. O do Palmeiras é maior: 115 metro de cumprimento por 78 de largura e o do Corinthians chega a 105 metros por 68 metros. Significativa diferença quando o adversário tenta se defender. O efeito pressão da torcida é maior no Itaquerão. Os corintianos ficam a apenas sete metros do gramado. Já os palmeirenses mais próximos do jogo ficarão a oito metros e trinta centímetros. A acústica no Palestra Itália garantirá maior ressonância aos gritos. Como também às vaias.
Por enquanto, o Palmeiras promete manter as cadeiras para os setores das organizadas. Tanto as suas como as dos times adversários. Cansada de pagar por cadeiras quebradas pelos torcedores, a diretoria de Mario Gobbi decidiu: no Itaquerão torcedor organizado assiste aos jogos em pé. Sejam adversários ou corintianos. Se a selvageria se repetir na Água Branca, os dirigentes palmeirenses farão a mesma coisa. A WTorre construiu 160 camarotes, onde pretende faturar muito dinheiro nos shows. No Itaquerão são apenas 89, voltados especificamente para o futebol.
No balanço geral, o novo estádio leva vantagem em relação ao do rival na Zona Leste. O grande problema está no time dos donos da nova casa. O Palmeiras já fará sua estreia pressionado, lutando contra o rebaixamento para a Segunda Divisão. Já o Corinthians com o seu Itaquerão luta pela Libertadores...
Fonte: http://esportes.r7.com/blogs/cosme-rimoli/o-novo-estadio-do-palmeiras-e-mais-confortavel-mais-versatil-e-custou-quase-a-metade-do-que-o-itaquerao-do-corinthians-a-melhor-noticia-nao-tem-dinheiro-publico-envolvido-18112014/?replytocom=471703#respond

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