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sexta-feira, 28 de julho de 2017

Caixa gigante’ em Aeroporto de Brasília alerta sobre tráfico de pessoas

Uma “caixa gigante” posicionada em frente à área de desembarque do Aeroporto JK, em Brasília, revela três histórias de brasileiros que foram traficados. A instalação fica até domingo (30), Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas.
A ação faz parte da Semana de Mobilização do Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, promovida pelo Ministério da Justiça e parceiros. Dados do ministério mostram que 317 denúncias foram recebidas pelo disque 180 só no ano passado.
Uma das histórias apresentadas é a de Antônio, resgatado em uma fazenda, em Goiás, em 2007. Antônio foi escravizado durante 60 anos, segundo o Projeto Resgate, Organização Não-Governamental (ONG), que trabalha com a reintegração social de vítimas de trabalho escravo. Os fazendeiros teriam o levado quando ele tinha cinco anos, e o faziam trabalhar das 3h da manhã até o anoitecer consertando cercas e ordenhando vacas.
O secretário-executivo do Projeto Resgate, Marco Aurélio de Sousa, diz que a história de Antônio é apenas mais um exemplo dos casos graves encontrados pela ONG.
“Às vezes, as pessoas têm a ideia de que o tráfico de pessoas é coisa de novela, mas, se você observa, as histórias reais existem, não são lendas urbanas. Quando trazemos para um aeroporto, com grande fluxo de pessoas, temos a capacidade de conscientizar."
O diretor do Departamento de Políticas de Justiça do Ministério da Justiça, Jorge da Silva, diz que o tráfico de pessoas movimenta recursos maiores que o tráfico de drogas e de armas.
(Foto: Bianca Marinho/G1 )
“Quando você usa a palavra tráfico já vem imediatamente na cabeça das pessoas o tráfico de drogas ou de armas. Nós queremos redirecionar a preocupação da sociedade para o tráfico de seres humanos.”
Silva alerta que as mulheres representam quase 80% das vítimas do tráfico de pessoas no mundo. Outra história mostrada é a de Renata, brasileira que foi levada à Suíça com uma promessa falsa de trabalho e foi explorada sexualmente.
“Esse crime afeta milhões de pessoas, mas é um crime invisível, você não sabe o que é. Às vezes até tem o consentimento da pessoa, atraída por vantagens, dinheiro, mas depois tudo isso se perde. E o consentimento não exclui a responsabilidade dos traficantes”.

Legislação
Em 2016, foram aprovadas novas regras para punir o crime de tráfico de pessoas. A pena mínima é de quatro anos de prisão, e a máxima de oito. No entanto, pode chegar a 10 anos se o crime tiver circunstâncias agravantes - como abuso de relações de confiança ou casos que envolvam crianças, adolescentes, pessoas idosas ou com deficiência.

Denúncia
As denúncias podem ser realizadas pelo Disque 100 (Ministério dos Direitos Humanos) e pelo Ligue 180 (Secretaria de Políticas para as Mulheres).
Por G1 DF

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